Primavera Árabe. Parte III.
História do Brasil e do Mundo

Primavera Árabe. Parte III.



Fala rapaziada!

Lá vai o terceiro artigo sobre a Primavera Árabe.

PRIMAVERA ÁRABE. Parte III.

Bashar Al-Assad presidente da Síria desde 2000, herdou a ditadura instituída por seu pai, implantado em 1970. Iniciadas em março de 2011 as manifestações por democracia, porém foi silenciada pelas tropas e tanques do governo. Essa crise caminhou para um conflito armado quando foi criado o Exército Livre da Síria (ELS) – criado por um ex-coronel do Exército Sírio em julho de 2011.  O movimento ganhou militantes com a deserção de um número crescente de soldados e a adesão de voluntários que pegam em armas. A ELS aglutinam cerca de 15 mil homens em milícias locais, que no inicio de 2012, combatiam as tropas leais de Al-Assad nos subúrbios de Damasco.
Além dos confrontos entre o ELS e as forças Armadas de Al-Assad, o conflito na Síria pode mergulhar num espiral de violência entre a maioria sunita e a minoria alauita (uma vertente do ramo xiita).
 A família de Al-Assad e a cúpula militar do país são alauitas. Por outro lado, os sunitas são as principais vítimas das ações dos militares e do aparato de segurança. Uma “onda” de assassinatos em Homs, em dezembro de 2011, foi descrito como limpeza étnica contra os alauitas. O governo inflama propagandas dizendo que a Síria é alvo de uma conspiração antialauita.
Entretanto, a repressão do regime de Al-Assad levou ao isolamento da Síria. Os Estados Unidos e a União Europeia pediram, em agosto de 2011, a renúncia de Al-Assad. Em seguida foram ampliadas as sanções econômicas ao país, que vende 96% do seu petróleo a nações da Europa. O cerco aumentou em novembro, quando a Síria foi expulsa da Liga Árabe. A liga impôs também sanções econômicas.
Pressionado Al-Assad aceitou um plano que previa a retirada das tropas, a libertação dos presos políticos e a entrega do poder a um governo de transição, sob o monitoramento internacional. Uma missão de observadores chegou ao país em dezembro de 2011, o que acabou agravando a violência na Síria. A missão internacional deixou o país às pressas em janeiro de 2012.
Após o fracasso da missão, a ONU elaborou uma resolução que pedia a renúncia de Al-Assad, mas não previa sanções econômicas, porém, o texto foi vetado no Conselho de Segurança da ONU pela China e Rússia, o mais importante aliados da Síria. Vale ressaltar que o regime de Al-Assad foi listado pelo governo de George W. Bush, como um dos grandes inimigos dos Estados Unidos.
A derrota na ONU foi o motivo que Al-Assad precisava para impor a solução militar definitiva para crise. Além disso, Al-Assad aproveita-se da fragmentação da oposição interna da Síria que não possui uma plataforma política unificada e nem atua com a coordenação com o ELS. Sobretudo, Al-Assad conta a superioridade bélica e a lealdade da cúpula das Forças Armadas.
Essa “onda”revolucionária vai ser difícil de derrubar o regime de Al-Assad. Em meio ao agravamento da crise, o conflito na Síria mostra os primeiros sinais de que está evoluindo para uma guerra civil.

No Barein, as manifestações da comunidade xiita – a maioria da população – contra a dinastia sunita são a mais grave ameaça a uma monarquia do golfo Pérsico. Mas diferente da Síria, o Barein são aliados dos Estados Unidos que abriga a sua Frota Naval.
A Arábia Saudita, uma das monarquias sunitas do golfo Pérsico e dona das maiores reservas de petróleo do mundo e também o principal anteparo á influência dos xiitas apoiados pelo Irã. A monarquia saudita foi abalada com a queda de Mubarak e a ameaça da segurança com a revolta xiita no vizinho Barein, além dos protestos internos.
O Catar ganha estatura política na Liga Árabe. Sob a liderança do Catar, a Liga aprovou os bombardeios da Líbia, na Síria comandou a iniciativa de isolar o regime de Al-Assad. Desta forma o Catar ganha moral com os seus “padrinhos” norte-americanos e serve como exemplo para o Islamismo Político.
Para os Estados Unidos não é interessante depor as monarquias do Barein e da Arábia Saudita. A “democracia” norte-americana é apenas interessante para os países cujos seus interesses econômicos e políticos estão ameaçados. Sendo assim, a sua prioridade é impedir a queda das monarquias sunitas do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – Kuweit, Emirados Árabes Unidos, Bairen, Catar e Omã (não sunita).

Obrigado e até a próxima!

Professor João Pestana.
[email protected]
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