FIM DO IMPÉRIO DO OCIDENTE (476)
História do Brasil e do Mundo

FIM DO IMPÉRIO DO OCIDENTE (476)


FIM DO IMPÉRIO DO OCIDENTE (476)

O poder imperial começou a desmoronar quando se iniciaram as invasões bárbaras, designação dada pelos romanos para quaisquer povos não-romanos ou não dominado pelos romanos, entre eles os francos e os godos. Enfraquecido internamente, os romanos ocidentais não conseguiram estancar estas ocupações, o que levou à ruína o maior e mais bem estruturado Império de todos os tempos.

O IMPÉRIO BIZANTINO (395-1453)

A ruína do Império Romano do Ocidente não implicou na desestabilização do Império Oriental, que desde os primeiros sinais de decadência ocidental, historicamente passou a se chamar de Império Bizantino ou Reinado Bizantino, que tinha autonomia sobre quase toda a costa mediterrânea. Sob Justiniano, considerado o último grande imperador romano, dominava áreas no atual Marrocos, Cartago, sul da França e da Itália, bem como suas ilhas, Península Balcânica, Anatólia, Egito, Oriente Próximo e a Península da Criméia, no Mar Negro. Apesar do Império Bizantino ter existido fundamentalmente na Idade Média, ele também pode ser considerado uma extensão da Idade Antiga. Sua decadência territorial foi proporcional ao vigor da história da Idade Média, e sua queda (1453), quando da queda de Constantinopla frente aos turcos otomanos, marcou o fim da era medieval na Europa.

Na realidade o termo bizantino, derivado de Bizâncio, vem do antigo nome da capital bizantina, Constantinopla, começou a ser utilizado somente depois do século XVII, quando os historiadores o criaram para criar um marco separador entre o império da Idade Média e o da Antiguidade. A Cronologia deste império pode ser resumida nas seguintes datas:

  293 Instauração da da tetrarquia;
  330 Inauguração de Constantinopla como capital;
  395 Morre Teodósio, e segue a dinastia Teodosiana;
  457 Fim da dinastia Teodosiana e início da Leonina;
  475 Início da dinastia Julio-Claudiana-Sarzi;
  476 Queda do Império Romano do Ocidente;
1453 Fim do Império - Queda de Constantinopla.

CONSTANTINOPLA

As raízes do Império Bizantino estão na decisão do imperador romano Constantino em construir (324) uma nova cidade no lado europeu do Bósforo, uma nova capital para o Império Romano, estrategicamente mais próxima às rotas comerciais que ligavam o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro, e a Europa à Ásia. Além disso, havia a necessidade de vigiar mais de perto as fronteiras orientais como as da Pérsia ao Leste e as do Danúbio ao norte. A cidade foi erguida no local da antiga Bizâncio, colônia fundada por gregos de Mégara (657 a.C.). Consagrada à Virgem Maria, a cidade foi inaugurada com o nome de Constantinopla (330).

Assim surgiu uma nova capital imperial, estrategicamente muito bem localizada, entre os mares de Mármara, Negro e Egeu, uma cidade moderna que unia a organização urbana de Roma à arquitetura e arte gregas, com claras influências orientais e que em pouco tempo, tornar-se-ia uma das mais movimentadas e cosmopolitas de sua época, com uma cultura essencialmente grega, mas denominada romana. Os imperadores seguintes buscaram combater o helenismo, predominando as instituições latinas. O latim também foi mantido como língua oficial.

Localizada numa projeção de terra sobre o estreito de Bósforo em direção à Anatólia, funcionava como uma ponte para as rotas comerciais que ligavam a Europa à Ásia por terra. Também era o principal porto nas rotas que iam e vinham entre o Mar Negro e o Mar Mediterrâneo. A sua queda para os turcos otomanos (1453) foi um evento histórico que segundo os historiadores marcou o fim da Idade Média na Europa, e também decretou o fim do último vestígio do Império Bizantino e da cultura clássica.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/RolImpRo_textos.html





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