As Constelações
História do Brasil e do Mundo

As Constelações


Desde os tempos antigos os homens procuram compreender o cosmos, enxergam no negro véu os brilhantes pontos que resplandecem de um passado longínquo, e desde então, tentam decifrar seus enigmas e segredos. Entre diversas povos e culturas pelo mundo, cada um procurou dá significado a aqueles milhares de pontos luminosos que permeiam a abóboda celestial noturna, assim surgiram as constelações com suas figuras, seus mitos, seus significados, seus propósitos.

Homens antigos sempre procuraram guiar suas vidas através das mudanças vistas na natureza e com o céu isso não fora diferente. A posição do Sol, da Lua, eclipses, a passagem de cometas, meteoros, a visão de planetas e outros astros, eram indicativos utilizados pelos homens para tomarem decisões em sua vida e em sociedade. Os presságios dos deuses, se assim alguns preferem chamar. 

Nesse caso, embora as constelações tenham se originado por motivos mitológicos e religiosos, suas formas se mantiveram até os dias de hoje, especialmente os nomes originados entre os gregos antigos. Nesse texto, realizarei uma mistura entre mitologia, astronomia e astrologia, para compreendermos um pouco das origens das constelações, já que na essência, uma constelação é um fator de perspectiva e não astronômico. 

Essencialmente o propósito das constelações possuía um caráter ligado as crenças de determinado povo, reafirmando mitos, histórias, presságios, sinais divinos, etc. Não obstante, as constelações também serviam como um mapa, chamado hoje de carta celestial, e nesse caso, elas também servem para os estudos da astrologia, como um mapa astral, embora que no caso da astrologia, da-se mais enfase as constelações zodiacais e aos planetas. 

Desde 1922 a União Astronômica Internacional, normalizou a existência de 88 constelações no mapa da esfera celeste, além de determinar que oficialmente as constelações sejam classificadas e listadas em ordem alfabética pelos seus nomes em latim. 

A UAI, estipulou dessa forma a cientificação do estudo das constelações, já que até então como eu havia dito, cada povo enxergava figuras e quantidades diferentes para as constelações, com esse consenso, temos 88 constelações, sendo que 48 destas derivam do trabalho do geógrafo, matemático, astrônomo e cartógrafo grego Ptolomeu (90-168), o qual catalogou as constelações conhecidas em seu tempo pelo povo grego, em sua grande obra O Almagesto. Baseado no trabalho de Ptolomeu, com o advento do Renascimento Cultural e do surgimento da ciência moderna, os astrônomos modernos europeus, adotaram a classificação de Ptolomeu e a mantiveram como base para se descobrir novas constelações, sendo a maioria vistas no hemisfério sul. Assim, 40 novas constelações foram acrescentadas a lista de Ptolomeu, se tornando as oficiais de hoje em dia, embora que nem todas a constelações possuam origem mitológica.

Dessa forma, nesse texto falarei das doze constelações zodiacais e de algumas outras constelações que possuam origem em mitos gregos, já que pelo fato de serem 88 constelações, o texto ficaria demasiado longo, e meu conhecimento do assunto também não é tão vasto assim. 

Zodíaco

Todas as constelações zodiacais pertencem originalmente a classificação feita por Ptolomeu. Entretanto, na representação das constelações pode haver variação no número de estrelas apresentado, devido ao fato de que várias outras estrelas foram descobertas posteriormente ao longo da História, logo, algumas representações contêm apenas as estrelas originais conhecidas por Ptolomeu na época. 

Nome: Aries ou Carneiro (Aries)
Genitivo: Arieti
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 10
Número de Planetas: 2
Estrela(s) principal(is): alfa Ari (Hamal) magnitude 2,0
Constelações vizinhas: Perseu, Triângulo, Peixes, Cetus e Touro
Astrologia: 21 de março a 20 de abril

Origem: Na mitologia houve um carneiro com lã de ouro, o qual foi utilizado pela rainha Nefele para salvar seus filhos Frixo e Hele. Uma terrível seca havia assolado o reino, então o rei Adamante foi consultar o Oráculo de Delfos, e este disse que seu herdeiro deveria ser sacrificado para apaziguar a ira dos deuses. Adamante teria que matar o próprio filho Frixo, no entanto, Nefele para proteger seus filhos, decidiu fugir, assim os três montaram no carneiro de lã de ouro e fugiram para a Ásia. 

Ao cruzarem o Mar de Mármara, Hele caiu e morreu afogada, tal local ficou conhecido como Helesponto (o estreito de Hele), hoje Dardanelos na Turquia. Mãe e filho continuaram a seguir viagem para o norte até chegarem a um reino chamado de Cólquida (possivelmente situado em algum lugar da atual Geórgia). Lá eles foram acolhidos pelo rei, e em retribuição lhe ofereceram o carneiro dourado, o rei o sacrificou em honra a Ares, deus da guerra, e deixou sua lã em um local consagrado ao deus. Anos depois, Jasão e os argonautas partiriam em busca dessa lã a qual ficou conhecida como o Tosão de Ouro ou Velocínio de Ouro, o qual possuia alguns poderes mágicos. O nome da constelação e do signo deriva do nome de Ares. 


Nome: Touro (Taurus)
Genitivo: Tauri
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 19
Número de Planetas: 5 (ainda não oficializados)
Estrela(s) principal(is): Aldebarã (mag. 0,85), Anath (mag. 1,65)
Constelações vizinhas: Perseu, Aries, Gêmeos, Auriga (Cocheiro), Órion, Cetus, Erídano.
Astrologia: 21 de abril a 20 de maio


Na área da constelação de Touro se encontram dois importantes aglomerados estelares, as Híades e as Plêiades. Também encontra-se a Nebulosa de Caranguejo. A constelação é representada pelo busto do touro, conferindo apenas metade do animal. 

Origem: O rei da Fenícia Agenor era casado com Télefassa com quem tivera quatro filhos, Europa, Cadmo, Fênix e Cílix. Europa era muito bela, isso atraiu Zeus o rei dos deuses, para ter-la. Zeus se transformou em um touro. Europa fascinada com a beleza do animal se aproximou deste, Zeus a capturou e a raptou. Ele cruzou o mar Mediterrâneo a nado até a ilha de Creta, onde amou Europa. Do relacionamento dos dois, nasceram Minos, Radamanto e Sarpédon. Minos se tornou o famoso rei de Creta e posteriormente um dos juízes do Inferno; Radamento foi um homem culto e honrado, após a morte, se tornou um dos juízes do Inferno. Por sua vez, Sarpédon participou da Guerra de Troia e acabou morrendo em combate. 


Nome: Gêmeos (Gemini)
Genitivo: Geminorum
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 45
Número de Planetas: 7 
Estrela(s) principal(is): Castor (mag. 1,98), Pollux (mag. 1,14)
Constelações vizinhas: Câncer, Touro, Auriga (Cocheiro), Lince, Órion, Unicórnio e Cão Menor. 
Astrologia: 21 de maio a 21 de junho

Na área da constelação se encontra o aglomerado estelar M35 e a nebulosa planetária de Esquimó

Origem: Zeus ficou encantado com Leda, rainha de Esparta, esposa do rei Tíndaro, então ele se transformou em um formoso cisne. Quando Leda se aproximou e tocou as penas da ave, ela engravidou de quadrigêmeos. Nove meses depois ela deu a luz a Castor e Pólux e Helena e Clitemnestra (ambas eram bivitelinos). Mesmo assim, Tíndaro, acreditando que os filhos fossem seus, os acolheu com carinho. Castor e Pólux se tornaram exímios guerreiros assim como predizia o legado espartano, chegaram a serem argonautas e viajaram junto com Jasão em busca do Tosão de Ouro. 

Posteriormente, os dois entraram em uma briga contra outros dois irmãos gêmeos por causa de duas mulheres. Na briga, Castor foi morto, entretanto, Pólux era imortal, em desespero ele suplicou a Zeus que fizesse algo, Zeus atendeu aos lamentos do filho e trouxe Castor de volta, entretanto, Pólux sabia que o irmão um dia iria morrer novamente, e quando esse dia chegou, Zeus transformou os dois na constelação de Gêmeos, onde poderiam viver a eternidade unidos. 


Nome: Câncer ou Caranguejo (Cancer)
Genitivo: Cancri
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 5
Número de Planetas: 5 
Estrela(s) principal(is): Al Tarf (mag. 3,53), Acubens (mag. 4,26)
Constelações vizinhas: Gêmeos, Leão, Lince, Cão Menor e Hidra Fêmea.
Astrologia: 22 de junho a 21 de julho

Origem: Quando Héracles (Hércules) realizava seu segundo dos Doze Trabalhos, o qual era ter que matar a temível Hidra dos pântanos de Lerna, um dragão de várias cabeças; enquanto Héracles combatia a fera sendo ajudado pelo seu sobrinho Iolau, Hera, temendo que o herói pudesse sair vivo mais uma vez, enviou um gigantesco caranguejo para matá-lo. Héracles, matou o caranguejo a chutes, então voltou a lutar contra a Hidra, de onde cortava-lhe uma cabeça e nascia duas, até que Iolau lhe deu a ideia de queimar as feridas as cauterizando antes que novas cabeças nascessem, assim o herói fez e conseguiu matar a besta. Zeus teria transformado aquele caranguejo em constelação como um símbolo da vitória de seu filho.



Nome: Leão (Leo)
Genitivo: Leonis
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 50
Número de Planetas: 11
Estrela(s) principal(is): Regulus (mag. 1,36), Denebola (mag. 2,14), Zosma (mag. 2,56), Algieba (mag. 2,61)
Constelações vizinhas: Câncer, Virgem, Ursa Maior, Leão Menor, Hidra Fêmea, Sextante, Taça e Cabeleira de Berenice.
Astrologia:  22 de julho a 22 de agosto

Origem: O primeiro dos Doze Trabalhos de Héracles foi matar o chamado Leão de Nemeia, um grande leão que aterrorizava a planície de Nemeia, matando o gado e as pessoas. No confronto o herói usou flechas, sua espada e lança, no entanto a pele do animal era tão dura que nenhuma lâmina conseguia penetrar. No final, Héracles decidiu lutar contra o animal mano-a-mano, assim ele o subjugou e o estrangulou até a morte. Depois disso, ele retirou-lhe a pele, usando as próprias garras do felino, e passou a usar o manto como troféu e proteção. Zeus transformou o leão em uma constelação, simbolizando a vitória do pródigo filho. 



Nome: Virgem (Virgo)
Genitivo: Virginis
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 57
Número de Planetas: 20
Estrela(s) principal(is): Spica (mag. 0,98), Heze (mag. 3,38)
Constelações vizinhas: Leão, Libra, Serpente, Taça, Cabeleira de Berenice, Corvo, Hidra Fêmea e Boeiro. 
Astrologia:  23 de agosto a 22 de setembro

Origem: Na mitologia grega há dois mitos comumente utilizados para designar a origem desta constelação. O primeiro faz referência a deusa da agricultura e das estações Deméter, a qual tivera sua filha Perséfone raptada por Hades, deus do inferno e dos mortos. Hades era irmão de Deméter, logo raptou sua sobrinha para que essa se tornasse sua esposa. Desolada com tal acontecimento, Deméter entrou em profundo pranto e trouxe o inverno ao mundo, para apaziguar tal lamento, Zeus fizera um trato com o irmão. Assim, durante três meses do ano, Perséfone ficaria no inferno com seu marido, e o restante do ano com sua mãe no Olimpo. Em alguns períodos do ano, a constelação de Virgem fica fracamente visível no céu, assim os gregos antigos diziam que Perséfone estava naquele momento com seu marido. Não obstante os antigos romanos, consideravam também que a constelação personificasse Ceres (Deméter). 

A segunda versão diz respeito a Astreia, deusa da justiça, filha de Têmis e Zeus. Têmis é a deusa da justiça, da ética e da moral, entretanto, sua filha herdou essas qualidades, e assim decidiu viver entre os mortais a fim de disseminá-las, mas como não conseguiu fazer isso, devido ao repudio dos homens, retirou-se em exílio para o céu. Astreia, as vezes é representada segurando uma balança, símbolo da justiça (vide a origem da constelação de Libra). 




Nome: Libra ou Balança (Libra)
Genitivo: Librae
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 7
Número de Planetas: 3
Estrela(s) principal(is): Zubeneschamali (mag. 2,6)
Constelações vizinhas: Virgem, Escorpião, Serpente, Hidra Fêmea, Lobo e Ofiúco (Serpentário). 
Astrologia: 23 de setembro a 22 de outubro

Origem: A balança foi um instrumento criado por Hermes, mensageiro dos deuses, deus dos viajantes, mercadores e ladrões. Entretanto, a balança acabou se tornado um símbolo associado a justiça, assim Têmis passou a adotá-la como um dos símbolos que a representa-se. Nesse caso, pelo fato da constelação de Virgem estar tão próxima da de Libra, os gregos antigos enxergavam a deusa Astreia segurando a balança.




Nome: Escorpião (Scorpius)
Genitivo: Scorpii
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 59
Número de Planetas: 13
Estrela(s) principal(is): Antares (mag. 1,06)
Constelações vizinhas: Libra, Sagitário, Lobo, Coroa Austral, Serpentário, Esquadro e Altar. 
Astrologia:  23 de outubro a 21 de novembro

Na constelação se localizam três chuvas de meteoros, designados com as letras gregas alfa, lambda e omega. 

Origem: Um gigantesco escorpião foi enviado por Apolo para matar o gigante caçador Órion, entretanto o gigante acabou matando a criatura. Zeus o transformou em uma constelação. (vide a origem da constelação de Órion). 



Nome: Sagitário ou Arqueiro (Sagittarius)
Genitivo: Sagittarii
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 22
Número de Planetas: 22
Estrela(s) principal(is): Kaus Australis (mag. 1,79)
Constelações vizinhas: Capricórnio, Serpentário, Serpente, Águia, Coroa Austral, Microscópio, Telescópio e Escudo. 
Astrologia:  22 de novembro a 21 de dezembro

Sagitário fica em direção ao centro da galáxia, logo em sua área se encontra muitos aglomerados estelares e nebulosas como a Nebulosa da Lagoa, a Nebulosa Omega e a Nebulosa Trifida. A constelação também possui uma chuva de meteoros. 

Origem: Sagitário é representado por um centauro empunhando um arco e flecha. Tal centauro é Quíron, o mais sábio e exímio dos centauros, conhecido como o mestre dos heróis, pelo fato de ter sido o tutor de vários dos heróis da mitologia como Héracles, Aquiles, Teseu, Odisseu, Jasão, etc. Após Quíron ter morrido, Zeus o transformou em constelação. 



Nome: Capricórnio (Capricornius)
Genitivo: Capricorni
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 12
Número de Planetas: 3
Estrela(s) principal(is): Deneb Algebi (mag. 2,85)
Constelações vizinhas: Sagitário, Peixes, Águia, Microscópio e Peixe Austral
Astrologia: 22 de dezembro a 20 de janeiro

Origem: Associavam a constelação com a cabra Almatéia a qual amamentou Zeus em sua infância enquanto vivia em Creta, escondido de seu pai Cronos, o qual havia devorado seus outros filhos por temer ser destronado por um destes. No entanto, algumas versões do mito diz que Zeus teria transformado a cabra em uma cornucópia (vaso em forma de chifre), daí a constelação parecer com um bode com o corpo de peixe ou com o corpo contorcido. 



Nome: Aquário (Aquarius)
Genitivo: Aquii
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 91
Número de Planetas: 8
Estrela(s) principal(is): Sadalsuud (mag. 2,90)
Constelações vizinhas: Capricórnio, Peixes, Águia, Pégaso, Peixe Austral, Cetus, Escultor, Golfinho e Cavalo Menor
Astrologia: 21 de janeiro a 19 de fevereiro

Aquário é uma das constelações com o maior número de estrelas. Isso se deve pelo fato de possuir vários aglomerados estelares e algumas nebulosas, como a Nebulosa de Saturno

Origem: Há duas versões para o mito de origem da constelação, a mais comum refere-se ao príncipe troiano Ganimedes, o qual foi raptado por Zeus transformado em uma gigantesca águia, para se tornar servo dos deuses, vivendo no Olimpo. Uma das funções de Ganimedes era servir ambrosia em suas taças, a qual era o manjar dos deuses. Daí a constelação ser representada por um homem vertendo uma jarra. 

A outra versão é semelhante, mas diz respeito a Hebe, deusa da juventude, filha de Zeus e Hera, e terceira esposa de Héracles. Antes da chegada de Ganimedes, Hebe era uma espécie de serviçal dos demais deuses, até que um dia após um incidente, recusou-se a continuar com os serviços, assim, Zeus foi procurar quem o fizesse. Nesse caso, a constelação é representada por uma mulher vertendo uma jarra. 




Nome: Peixes (Pisces)
Genitivo: Piscium
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 18
Número de Planetas: 10
Estrela(s) principal(is): ? Psc (mag. 3,62)
Constelações vizinhas: Aquário, Aries, Andrômeda, Cetus, Pégaso e Triângulo.
Astrologia: 20 de fevereiro a 20 de março

Origem: Os dois peixes personificam a deusa Afrodite e seu filho Eros, os quais teriam se transformados nesses animais e se escondido no rio Eufrates, ou em outras versões teria sido no rio Nilo, para fugirem da fúria do titã Tifão (também pode ser grafado Tífon ou Tifeu), o mais poderoso dos titãs e deus da seca. 

Tifão era filho de Gaia, a deusa da terra e do deus Tártaro, personificação das profundezas da terra. Revoltada com a derrota de seus outros filhos para os deuses, Gaia instigou Tifão a vingar os irmãos, e assim ele seguiu até o Olimpo para confrontar os deuses. Tifão é descrito como um gigante colossal e monstruoso, o qual chegou ao ponto de apavorar os deuses, os fazendo se transformarem em animais para se esconderem de sua vista.


Outras constelações


Nome: Águia (Aquila)
Genitivo: Aquilae
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: 10
Número de Planetas: 7
Estrela(s) principal(is): Altair (mag. 0,77)
Constelações vizinhas: Sagitário, Capricórnio, Aquário, Golfinho, Hércules, Serpentário, Flecha, Escudo e Serpente.

Origem: A águia era o animal símbolo de Zeus. Em muitos mitos Zeus aparecia transformado em uma águia, mas nesse caso, o mito mais especifico diz respeito ao fato de quando Zeus capturou o príncipe troiano Ganimedes. Tal fato se deve pela proximidade de Águia com Aquário. (veja a origem da constelação de Aquário). 





Nome: Andrômeda (Andromeda)
Genitivo: Andromedae
Hemisfério: Norte ou Boreal
Número de Estrelas: 163
Número de Planetas: 10
Estrela(s) principal(is): Sirrah (mag. 2,06), Mirach (mag. 2,01), 
Constelações vizinhas: Perseu, Cassiopeia, Pégaso, Peixes, Triângulo e Lagarto.

A constelação possui uma chuva de meteoros e em sua direção fica a Galáxia de Andrômeda e a Galáxia de Triângulo.

Origem: Andrômeda era a filha do rei Cefeu da Etiópia e da rainha Cassiopeia. Sua história está ligada as desavenças de sua mãe. Cassiopeia se gabava de sua beleza e num certo dia enquanto passeava pela praia, avistou algumas nereidas, as quais são filhas do deus Nereu. A rainha gabou-se de sua beleza perante aquelas jovens as quais insultadas foram falar com seu pai. Nereu por sua vez era muito ligado a Poseidon e lhe contou o fato ocorrido. 

Poseidon não gostou da afronta da rainha as deusas, então enviou um monstro marinho, as vezes chamado de Cetus, para destruir o reino. Cefeu apavorado com o fato, foi consultar o oráculo e este lhe disse que a única forma de apaziguar a fúria do deus dos mares era oferecendo sua filha em sacrifício. Andrômeda foi amarrada a um rochedo e oferecida como sacrifício, no entanto acabou sendo salva por Perseu o qual voava por ali perto. Perseu matou o monstro e a libertou. Posteriormente, Cefeu agradecido ofereceu a mão de sua filha em casamento ao herói. Os dois se casaram e foram morar em Argos na Grécia. 




Nome: Quilha (Carina), Popa (Puppis) e Vela ou Velame (Vel) anteriormente Argo Navis
Genitivo: Carinae, Puppis e Velorum
Hemisfério: Equatorial (pode ser visto tanto no norte como no sul)
Número de Estrelas: Quilha (9), Popa (9), Vela (5)
Número de Planetas: Quilha (8), Popa (6), Vela (5)
Estrela(s) principal(is): Canopus (Quilha), Naos (Popa), Markab (Vela) 
Constelações vizinhas: Centauro, Pintor, Peixe Voador, Camaleão, Mosca, Hidra Fêmea, Unicórnio, Corvo, Cão Maior, Pomba, Bússola e Máquina Pneumática. 

Inicialmente na época de Ptolomeu tal constelação chamava-se Argo Navis, entretanto devido ao seu tamanho, alguns astrônomos cogitaram sua divisão, isso foi definido oficialmente em 1922, quando a constelação foi dividida em três. 

Origem: A constelação faz referência ao navio Argo, o navio dos argonautas, o qual Jasão e mais quarenta e nove guerreiros viajaram em direção a Cólquida em busca do Tosão de Ouro. De acordo com o mito, após todos retornarem da viagem, Atena teria transformado o navio em constelação. 


As constelações de Quilha, Popa e Vela, formando a antiga Argo Navis, e as constelações de Cão Maior, Pomba e Corvo.

Nome: Cão Maior (Canis Major) e Cão Menor (Canis Minor)
Genitivo: Canis Majoris e Canis Minoris
Hemisfério: Ambas são equatoriais, porém o Maior, fica mais para o Sul e o Menor, mais para o Norte. 
Número de Estrelas: 155 (Maior)/ 2 (Menor)
Número de Planetas: 5 (Maior)/ 0 (Menor)
Estrela(s) principal(is): Sirius (mag. 1,46)/ Procyon (mag. 0,78).
Constelações vizinhas: Unicórnio, Lebre, Popa e Pomba/ Câncer, Gêmeos, Unicórnio e Hidra Fêmea.

Embora os nomes sejam familiares, as duas constelações não estão próximas uma da outra no céu, entretanto sua correlação advêm da sua origem mitológica.

Origem: Há dois mitos para explicar a origem dessas duas constelações. O primeiro diz que ambos os cães eram os cachorros do gigante Órion, o qual após ter morrido, os dois ficaram na praia, uivando em lamento pelo dono, então Zeus após ter transformado Órion em constelação, fez o mesmo com os fiéis cachorros, que não quiseram abandonar o dono mesmo morto. 

A outra versão diz que a constelação de Cão Maior se originou do cão de caça chamado Laelaps, um cachorro criado especialmente pelos deuses para ser o melhor cão de caça que já existiu. Diziam que nenhuma presa poderia escapar dele. Em contra partida, a prova máxima de Laelaps veio quando ele foi usado por Céfalo ou Anfitrião (dependendo do mito), para caçar a raposa Teumessian, a qual diziam que nunca poderia ser pega. Após um tempo dos dois fugindo um do outro, Zeus, cansado dessa perseguição, transformou os dois animais em pedra e posteriormente em constelações. Teumessian se tornou a constelação de Cão Menor. Pelo fato de ambas constelações estarem distantes, representa a condição de que ambos nunca conseguiram se aproximar um do outro.




Nome: Coroa Boreal (Corona Borealis)
Genitivo: Coronae Borealis
Hemisfério: Norte ou Boreal
Número de Estrelas: 42
Número de Planetas: 4
Estrela(s) principal(is): Alpha CBr (mag. 2,21)
Constelações vizinhas: Dragão, Boeiro, Serpente, Hércules. 

Embora possua 42 estrelas, apenas oito são as mais importantes, as quais originalmente formavam um semicírculo. No entanto, a constelação de Coroa Boreal é famosa pelo seu grande número de estrelas binárias, ou seja, estrelas que orbitam entre si. 

Origem: A origem dessa constelação está associada a princesa cretense Ariadne, filha do rei Minos e da rainha Pasífae. Ariadne acabou por se apaixonar pelo herói Teseu o qual acabou por ajudá-lo em sua missão de matar o Minotauro. Ariadne deu um novelo de lã para Teseu o qual o desenrolava a medida que avançava no labirinto. Após matar a fera, Teseu fugiu com Ariadne, mas para infortúnio dessa, ele acabou a enganando e a largou na ilha de Nexos, mas para sua sorte tal ilha era um dos refúgios do deus Dionísio. Em algumas versões do mito, Teseu foi persuadido pelo deus a desistir de Ariadne e ir embora. Dionísio acabou por se casar com ela e como presente, lhe deu uma coroa de ouro adornada com joias. Quando Ariadne morreu na velhice, Dionísio transformou a coroa em uma constelação, como forma de perpetuar seu amor por aquela mortal.


Nome: Hércules (Hercules)
Genitivo: Herculis
Hemisfério: Norte ou Boreal
Número de Estrelas: 277
Número de Planetas: 12
Estrela(s) principal(is): Kornephoros (mag. 2,78), 
Constelações vizinhas: Dragão, Boeiro, Serpente, Coroa Boreal, Serpentário, Águia, Lira, Flecha e Raposa. 

A constelação de Hércules é a quinta maior constelação moderna, possuindo dois aglomerados globulares: M13 e M92 e uma chuva de meteoros, no entanto, suas estrelas são de baixa grandeza.

Origem: A sua origem vem propriamente do mais poderoso dos heróis gregos, Héracles (Hércules para os romanos). Após ter morrido, devido a um envenenamento causado por sua segunda esposa Djanira, a qual foi enganada pelo centauro Nesso, o qual lhe aconselhou a usar o seu próprio sangue para se fazer uma poção do amor, Djanira estava certa que Héracles não a amava mais, assim ela consentiu a sugestão do centauro, no entanto, o sangue do mesmo estava envenenado, e isso levou a morte de Héracles. 

Em outras versões ele teria cometido suicídio diante de tanta dor que sofria. Mas embora tenha tido uma morte trágica, seu pai, Zeus se comoveu pelo filho e o trouxe ao Olimpo. Lá Héracles ganhou a imortalidade, casou-se com sua meia-irmã Hebe e passou a viver entre os deuses. Os antigos gregos diziam que a constelação era um indício que Héracles estava morando no Olimpo. 





Nome: Lira (Lyra)
Genitivo: Lyrae
Hemisfério: Norte ou Boreal
Número de Estrelas: 95
Número de Planetas: 29
Estrela(s) principal(is): Vega (mag. 0,03).
Constelações vizinhas: Dragão, Hércules, Raposa e Cisne.

Origem: A lira retratada na constelação personifica o instrumento utilizado pelo mais célebre músico mortal da mitologia grega, Orfeu. Orfeu era filho de Apolo e da musa Calíope, logo herdou de seus pais o dom para a música e para poesia, pois originalmente a poesia lírica era proclamada ao som de uma lira. Orfeu foi um dos argonautas, o responsável por fazer o dragão que guardava o tosão de ouro adormecer, permitindo Jasão roubar o tosão. 

No entanto, a história desse herói é mais trágica. Sua amada esposa Eurídece foi morta por uma picada de cobra, inconsolado Orfeu desceu ao Inferno na tentativa de resgatá-la. Sua triste melodia comoveu Hades e os demais deuses e espíritos do mundo inferior, logo, Hades concedeu o direito de que Orfeu resgata-se sua esposa, mas com uma condição, ele só poderia olhar para ela, quando ambos estivessem fora do Inferno, porém perto de sair do Inferno, ansioso por rever sua amada, Orfeu acabou olhando para trás e a alma de Eurídice foi-lhe arrebatada. 

Inconsolado passou a viver sozinho e a desprezar o amor de outras mulheres que o cobiçavam, até que certo dia um grupo de mulheres raivosas o matou e jogou seu corpo esquartejado em um rio que recebera o seu nome. Os pedaços foram reunidos e sepultados pelas Musas e Zeus transformou sua lira em uma constelação, como símbolo do eterno amor daquele músico e poeta. 


Nome: Ofiúco ou Serpentário
Genitivo: Ophiuci
Hemisfério: Equatorial
Número de Estrelas: 60
Número de Planetas: 15
Estrela(s) principal(is): Rasalhague (mag. 2.1)
Constelações vizinhas: Hércules, Serpente, Libra, Sagitário, Águia e Escorpião. 

A constelação de Ofiúco é conhecida por possuir cinco aglomerados e uma radiante chuva de meteoros. Além disso, suas principais estrelhas se encontram no "desenho" que simbolizam uma cobra. 

Origem: A constelação de Ofiúco ou Serpentário se originou a partir do mito de Asclépio (Esculápio para os romanos). Asclépio era filho de Apolo e da humana Corônis. Sua mãe morreu durante o parto, e ele acabou sendo criado pelo centauro Quíron (o qual também havia sido tutor de Apolo). Dos únicos filhos de Apolo, Asclépio foi quem seguiu o caminho da medicina, pois Apolo também é o deus da medicina. Asclépio tornou-se um notável e respeitado médico, considerado o maior em seu tempo, a ponto que algumas histórias dizem que ele teria ressuscitado três homens: Licurgo, Hipólito e Canapeu.

Isso teria enfurecido Hades, o deus dos mortos, pois aquilo era um poder demasiadamente grande de mais para um mortal; o poder de trazer os mortos a vida, o que significava interferir no destino, o qual era deliberado pelos deuses. Hades pediu que Zeus tomasse uma providência acerca daquilo. Então acatando a petição de seu irmão, Zeus decidiu matar seu próprio neto, e enviou alguns cíclopes para fazer isso. No entanto, Apolo descobriu tal plano e matou os gigantes com suas flechas. Mas no fim, Zeus decidiu matar Asclépio pessoalmente e o fulminou com seu raio. O transformando depois na constelação. Posteriormente, Zeus e Apolo fizeram as pazes, e Zeus transformou Asclépio no deus da medicina. 

O fato da cobra está associada a Asclépio, se diz pelo motivo que a cobra era associada a vida. O próprio Apolo matou a serpente Píton, a qual está associada ao seu culto, através dos jogos pitonescos e na sacerdotisa do Óraculo em Delfos, chamada pitonisa. 

Asclépio segurando uma cobra, simboliza a constelação de Ofiúco.
Nome: Órion ou Caçador (Orion)
Genitivo: Orionis
Hemisfério: Equatorial
Número de Estrelas: 219
Número de Planetas: 7
Estrela(s) principal(is): Betelguese (mag. 0,43), Rigel (mag. 0,18), Bellatrix (mag. 1,62), Mintanka (mag. 2,23), Alnilan (mag. 1,70) e Alnitak (mag. 2,03).
Constelações vizinhas: Touro, Gêmeos, Unicórnio, Lebre e Erídano.

Órion é conhecida em todo o mundo devido ao seu famoso cinturão, formado pelas estrelas Mintanka, Alnilan e Alnitak. Não obstante, o mesmo também possui a Nebulosa de Órion e duas chuvas de meteoros. Sua fama também se deve pelo fato de ter sido associado por várias culturas no mundo a rituais, monumentos, mitos, simbologias, etc.

Origem: Órion era um gigante filho de Poseidon com uma ninfa do mar ou uma humana. Se tornou o maior caçador já conhecido equiparado apenas com Héracles entre os mortais. Órion se tornou requisitado por muitos senhores para cuidar de monstros ou participar de caçadas reais, ao mesmo tempo também prestava seus serviços para a deusa da caça Ártemis, por quem se apaixonou, no entanto, Ártemis, era a irmã gêmea de Apolo, e o mesmo sentia muito ciúmes da irmã. 

Num certo dia, Órion seguia viajando em seu navio na companhia de seus dois cães, quando numa ilha próxima dali, Apolo e Ártemis passeavam, o deus do sol viu o caçador, então enviou um escorpião gigante para matá-lo. Órion conseguiu matar a besta, mas seu navio afundou, então ele e os cães se puseram a nadar, Apolo, ainda não conformado, desafiou a sua irmã a acertar um pequeno alvo que se movia no horizonte, Ártemis aceitou o desafio e disparou uma única flecha certeira. Na manhã seguinte enquanto andava pela praia, avistou dois cães em lamento ao lado de um corpo. Profundamente triste, ela suplicou ao seu pai Zeus, e o mesmo transformou o caçador e uma constelação. (veja as origem das constelações de Cão Maior e Cão Menor e de Escorpião). 


Órion as vezes é retratado segurando um escudo ou a cabeça de um leão.

Nome: Pégaso ou Cavalo Alado (Pegasus)
Genitivo: Pegasi
Hemisfério: Equatorial
Número de Estrelas: 190
Número de Planetas: 9
Estrela(s) principal(is): Epsilon Pegasi (mag. 2.40), 51 Pegasi (mag. 4,51)
Constelações vizinhas: Aquário, Peixes, Andrômeda, Lagarto, Raposa, Golfinho, Cisne e Cavalo Menor.

As estrelas Markab (Alfa Pegasi), Scheat (Beta Pegasi) e Agnil (Gama Pegasi) formam em conjunto com a principais estrelas da Constelação de Andrômeda, o Quadro do Pégaso, pelo fato de ambas as constelações estarem lado a lado. Pégaso também possui uma chuva de meteoros conhecido como Pegasideos.

Origem: Pégaso era filho de Poseidon e da Medusa. Poseidon engravidou Medusa enquanto essa ainda era uma bela mulher, tendo feito isso dentro do templo de Atena. No entanto, Medusa era sacerdotisa de Atena, e a deusa não gostou de saber que seu templo foi profanado, então a amaldiçoou a transformando no terrível monstro pelo qual ficou conhecida. Após Perseu ter cortado a cabeça da Medusa, do sangue que jorrou, nasceram Pégaso e seu irmão Crisaor o gigante dourado. 

Perseu pegou a cabeça da Górgona e foi embora levando seu troféu, Pégaso e Crisaor partiram em seguida. Posteriormente, Pégaso ajudou o herói Belerofonte a derrotar o monstro Quimera, e depois disso passou a viver no Monte Parnaso entre as Musas (deusas das artes e ciências). Da patada que ele deu no monte, nasceu a fonte Hipocrene. Finalmente quando morreu, Zeus o transformou em uma constelação. No entanto, assim como Touro, apenas metade do cavalo é representado originalmente na versão de Ptolomeu.




Nome: Perseu (Perseus)
Genitivo: Persei
Hemisfério: Norte ou Boreal
Número de Estrelas: 22
Número de Planetas: 5
Estrela(s) principal(is): Mirtaka (mag. 1,19) e Algol (2,12)
Constelações vizinhas: Andrômeda, Triângulo, Cassiopeia, Camaleão, Cocheiro, Aries e Touro. 

A constelação de Perseu é a terceira constelação baseada em um herói grego, a primeira é Gêmeos (Castor e Pólux) e a segunda é Hércules. A constelação de Perseu, retrata o herói segurando a cabeça da Medusa na mão esquerda. 

Origem: Perseu era filho de Zeus e da mortal Dânae, a qual era filha do rei Acrísio. O Oráculo havia dito que um neto de Acrísio o mataria, temendo a profecia ele aprisionou sua filha em uma caverna, no entanto Zeus atraído pela beleza de Dânae, se transformou em uma chuva de ouro e se infiltrou pela rocha entrando na caverna, e lá engravidou Dânae. Acrísio acabou descobrindo que a filha estava grávida e decidiu bani-la. Dânae foi posta em um barco sem remos e jogada ao mar. No entanto Zeus salvou os dois, os levando até à ilha de Sérifo. Lá eles passaram a viver. Quando adulto, Perseu para salvar sua mãe da cobiça do rei da ilha, decidiu aceitar o desafio de matar a Medusa, assim ele o fez e retornou triunfante. (veja a origem da Constelação de Andrômeda e Pégaso). 



Nome: Ursa Maior (Ursa Major) e Ursa Menor (Ursa Minor)
Genitivo: Ursae Majoris e Ursae Minoris
Hemisfério: Norte ou Boreal
Número de Estrelas: 20 (Maior)/ 7 (Menor)
Número de Planetas: 13 (Maior)/ 1 (Menor)
Estrela(s) principal(is): Dubhe (mag. 1.8)/ Polaris (mag. 2,02)
Constelações vizinhas: Leão, Dragão, Boeiro, Camaleão, Lince, Leão Menor, Cabeleira de Berenice e Cães de Caça/ Cefeu, Camaleão e Dragão.

Na pequena constelação de Ursa Menor fica localizado a famosa Estrela Polar (Polaris). 

Origem: Na mitologia grega, Zeus se encantou pela ninfa Calisto a qual era uma das damas de companhia de Ártemis, sua filha. No entanto, Calisto possuía um filho chamado Arcas. Hera a esposa-irmã de Zeus, descobriu a traição do marido, então transformou Calisto em uma ursa a fim que Arcas pudesse caçá-la sem saber que era sua mãe. Porém Zeus descobriu o plano de sua esposa e intercedeu. Ele transformou Arcas em um urso e os transformou em constelações. Calisto se tornou Ursa Maior e Arcas, Ursa Menor. 


Em destaque as constelações de Ursa Maior e Ursa Menor, e partes das constelações de Leão Menor, Lince, Girafa e Dragão.
NOTA: As dez maiores constelações são: Hidra Fêmea, Virgem, Ursa Maior, Cetus, Hércules, Erídano, Pégaso, Dragão, Centauro e Aquário.
NOTA 2: A menor constelação é a do Cruzeiro do Sul (Crux).
NOTA 3: No Brasil, popularmente as três estrelas do cinturão de Órion são conhecidas como "As três Marias".
NOTA 4: Na Idade Média, a constelação de Virgem foi associada a Virgem Maria
NOTA 5: Cassiopeia e Cefeu os quais são os pais de Andrômeda, também são o nome de constelações. 
NOTA 6: A segunda estrela mais próxima da Terra, Alpha Centauri, fica localizada na Constelação de Centauro. 
NOTA 7: As constelações ficaram famosas na cultura pop, devido ao mangá/anime Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) o qual se baseia em mitologia grega. 

Referências Bibliográficas:
BITTENCOURT, Ednor Valente. A mitologia clássica na medicina: os mitos greco-latinos e o vocabulário médico. Maceió, Edição do Autor, 1995. 
BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da mitologia: história de deuses e heróis. Tradução de David Jardim, 34a ed. Rio de Janeiro, Ediouro, 2006.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 1, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 4, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 6, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 8, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 10, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 12, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 15, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 18, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 20, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
GRANDE Enciclopédia Larousse Cultural. v. 24, São Paulo, Nova Cultural, 1998.
HESÍODO. Teogonia: a origem dos deuses. Tradução de Jaa Torrano. 7a ed. São Paulo, Iluminuras, 2007. 
MÉNARD, René. Mitologia greco-romana, v. 1. Tradução de Aldo Della Nina. São Paulo, Opus, 1991. 3v
STEPHANIDES, Menelaos. Jasão e os Argonautas. Tradução Marylene Pinto Michael. 4a ed. São Paulo, Odysseus, 2000. (Mitologia helênica, n. 3).
STEPHANIDES, Menelaos. Hércules. Tradução Marylene Pinto Michael. 3a ed. São Paulo, Odysseys, 2005. (Mitologia helênica, n. 1).

LINKS:
International Astronomic Union - site oficial  
Olimpíada Brasileira de Astronomia
Cosmobrain: Astronomia e Astrofísica
http://www.astronoo.com/pt/constelacoes.html 

Porto do Céu: Astrologia




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