Brasil Colônia - Revoltas e Rebeliões - Questões de Vestibulares - Gabarito
História do Brasil e do Mundo

Brasil Colônia - Revoltas e Rebeliões - Questões de Vestibulares - Gabarito


1. (PUC-Campinas_ Contextualizando historicamente a Guerra dos Mascates a que a poesia se refere, é correto afirmar que ela 
a) teve conotação nativista, mas não antilusitana, uma vez que foi um movimento resultante da luta entre os grandes proprietários de terras de Olinda e o governo, pelo comércio interno do açúcar no Recife. 
b) resultou da insatisfação das camadas mais pobres da população da vila de Olinda contra o controle da produção e comercialização dos produtos de exportação impostos pelos comerciantes de Recife. 
c) refletiu a lógica do sistema colonial: de um lado, os colonos latifundiários de Olinda endividados e empobrecidos; de outro, os comerciantes metropolitanos de Recife, credores e enriquecidos. 
d) significou o marco inicial da formação do nativismo na colônia: de um lado, criou um forte sentimento antilusitano que se enraizou em Olinda; de outro intensificou a luta contra os comerciantes lusos de Recife. 
e) foi um dos mais importantes movimentos de resistência colonial: de um lado, a recusa dos proprietários rurais de Olinda em obedecer a metrópole; de outro, a luta dos comerciantes de Recife pelo monopólio do açúcar. 

2. (Fuvest) O ideário da Revolução Francesa, que entre outras coisas defendia o governo representativo, a liberdade de expressão, a liberdade de produção e de comércio, influenciou no Brasil a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, porque: 
a) cedia às pressões de intelectuais estrangeiros que queriam divulgar suas obras no Brasil. 
b) servia aos interesses de comerciantes holandeses aqui estabelecidos que desejavam influir no governo colonial. 
c) satisfazia aos brasileiros e aos portugueses, que desta forma conseguiram conciliar suas diferenças econômicas e políticas. 
d) apesar de expressar as aspirações de uma minoria da sociedade francesa, aqui foi adaptado pelos positivistas aos objetivos dos militares. 
e) foi adotado por proprietários, comerciantes, profissionais liberais, padres, pequenos lavradores, libertos e escravos, como justificativa para sua oposição ao absolutismo e ao sistema colonial. 

3. (Cesgranrio) A colonização brasileira foi sempre marcada por confrontos que refletiam a diversidade de interesses presentes na sociedade colonial como pode ser observado nos(as): 
a) conflitos internos, sem conteúdo emancipacionista, como as Guerras dos Emboabas e dos Mascates. 
b) ideais monárquicos e democráticos defendidos pelos mineradores e agricultores na Conjuração Mineira. 
c) projetos imperiais adotados pela Revolução Pernambucana de 1817 por influência da burocracia lusitana. 
d) reações contrárias aos monopólios, como na Conjuração Baiana, organizada pelos comerciantes locais. 
e) características nacionalistas de todos os movimentos ocorridos no período colonial, como nas Revoltas do Rio de Janeiro e de Beckman. 

4. (Mackenzie) "A coalizão de magnatas comprometidos com a revolução mineira não era monolítica, tendo na multiplicidade de motivações e de elementos envolvidos uma debilidade potencial. Os magnatas esperavam alcançar seus objetivos sob cobertura de um levante popular". 
(Kenneth Maxwell - "A devassa da devassa"). 
Assinale a interpretação correta sobre o texto referente à Inconfidência Mineira. 
a) A Inconfidência Mineira era um movimento de elite, com propostas sociais indefinidas e que pretendia usar a derrama como pretexto para o levante popular. 
b) O movimento mineiro tinha sólido apoio popular e eclodiria com a adesão dos dragões: a polícia local. 
c) Os envolvidos não tinham motivos pessoais para aderir à revolta, articulada em todo o país através de seus líderes. 
d) A conspiração entrou na fase da luta armada, sendo derrotada por tropas metropolitanas. 
e) A segurança perfeita e o sigilo do movimento impediram que delatores denunciassem a revolta ao governo. 

5. (Fuvest) A elevação de Recife à condição de vila; os protestos contra a implantação das Casas de Fundição e contra a cobrança de quinto; a extrema miséria e carestia reinantes em Salvador, no final do século XVIII, foram episódios que colaboraram, respectivamente, para as seguintes sublevações coloniais: 
a) Guerra dos Emboabas, Inconfidência Mineira e Conjura dos Alfaiates. 
b) Guerra dos Mascates, Motim do Pitangui e Revolta dos Malês. 
c) Conspiração dos Suassunas, Inconfidência Mineira e Revolta do Maneta. 
d) Confederação do Equador, Revolta de Felipe dos Santos e Revolta dos Malês. 
e) Guerra dos Mascates, Revolta de Felipe dos Santos e Conjura dos Alfaiates. 

6. (Ufpe 2008) A história política de Pernambuco foi marcada por rebeliões, tanto contra as opressões do sistema colonial, representado pelo governo português, quanto contra o centralismo político pós-1822. Destacam-se, entre essas rebeliões: 
( F ) a Revolução Praieira, onde prevaleceram as ideias socialistas de Marx e Engels, com a condenação da monarquia. 
( V ) a Guerra dos Mascates, pela qual o Recife conseguiu maior liberdade administrativa e aumentou seu poder político. 
( F ) a Revolução de 1817, na qual os rebeldes defenderam, com a participação popular, o fim da escravidão negra. 
( V ) a Confederação do Equador, na qual as ideias liberais motivavam os rebeldes para combater o autoritarismo do governo de D. Pedro I. 
( V ) a Conspiração dos Suassunas, composta pelas elites admiradoras das ideias liberais. 

7. (Uece 2007) "Logo que missionários e cronistas pisaram com suas sandálias as margens do Novo Mundo, o fervor religioso típico da época combinou-se com a beleza estonteante da natureza tropical: terreno fértil, chuvas regulares, animais graciosos, boas águas e nativos dóceis ao trabalho evangelizador". 
Fonte: FIGUEIREDO, Luciano. "Rebeliões no Brasil Colônia". Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2005, p 07/09. 
Tomando por base o texto acima, marque a opção que revela possíveis razões para as insatisfações que se sucederam na relação colônia-metrópole. 
a) As relações mercantis desenvolvidas entre comerciantes reinóis e nativos que findavam por privilegiar os habitantes da nova terra. 
b) Nos primórdios da colonização, os produtos agrícolas cultivados pelos nativos em grande escala, foram em grande parte, o motivo da eclosão dos primeiros conflitos. 
c) O idílio e harmonia acima mencionados se dissipariam à medida que Portugal instituía novos poderes e a colonização avançava com a intensificação da busca de almas para a conversão e de braços para as lavouras. 
d) No período acima sugerido, eram numerosos os protestos realizados pelos nativos que em conjunto com colonos armados invadiam as propriedades rurais e espaços da administração metropolitana. 

8. (Ufpe 2006) Portugal enfrentou resistências para manter sua dominação sobre o Brasil. Algumas rebeliões revelaram a insatisfação da população diante das cobranças dos tributos e das formas de dominação existentes. Na região das Minas Gerais, em 1720, houve a Revolta de Vila Rica, a qual: 
( F ) formulou um manifesto baseado nas ideias iluministas, conseguindo a adesão do clero e dos comerciantes, insatisfeitos com as cobranças de impostos. 
( F ) conseguiu fortalecer a ideia de abolição da escravatura, com apoio dos grandes comerciantes da região. 
( V ) foi uma movimento dirigido contra a cobrança de tributos, sem as propostas libertárias presentes em outras rebeliões do século XVIII. 
( F ) teve amplas repercussões na colônia e ameaçou o governo português com suas estratégias militares. 
( V ) ficou limitada aos protestos feitos na região das Minas, sendo liderada por Felipe dos Santos, que, afinal, foi punido por Portugal. 

9. (Fgv 2006) Antunes voltou ao capão e transmitiu a seus companheiros as promessas de Bento. Os paulistas saíram dos matos aos poucos, depondo as armas. Muitos não passavam de meninos; outros eram bastante velhos. Sujos, magros, cambaleavam, apoiavam-se em seus companheiros. Estendiam a mão, ajoelhados, suplicando por água e comida. Bento fez com que os paulistas se reunissem numa clareira para receber água e comida. Os emboabas saíram da circunvalação, formando-se em torno dos prisioneiros. Bento deu ordem de fogo. Os paulistas que não morreram pelos tiros foram sacrificados a golpes de espada. 
(Ana Miranda, O retrato do rei) 
O texto trata do chamado Capão da Traição, episódio que faz parte da Guerra dos Emboabas, que se constituiu 
a) em um conflito opondo paulistas e forasteiros pelo controle das áreas de mineração e tensões relacionadas com o comércio e a especulação de artigos de consumo como a carne de gado, controlada pelos forasteiros. 
b) em uma rebelião envolvendo senhores de minas de regiões distantes dos maiores centros - como Vila Rica - que não aceitavam a legislação portuguesa referente à distribuição das datas e a cobrança do dízimo. 
c) no primeiro movimento colonial organizado que tinha como principal objetivo separar a região das Minas Gerais do domínio do Rio de Janeiro, assim como da metrópole portuguesa, e que teve a participação de escravos. 
d) no mais importante movimento nativista da segunda metade do século XVIII, que envolveu índios cativos, escravos africanos e pequenos mineradores e faiscadores contra a criação das Casas de Fundição. 
e) na primeira rebelião ligada aos princípios do liberalismo, pois defendia reformas nas práticas coloniais e exigia que qualquer aumento nos tributos tivesse a garantia de representação política para os colonos. 

10. (Unirio 1997) O desenvolvimento da economia mineradora no século XVII teve diferentes repercussões sobre a vida colonial, conforme se apresenta caracterizado numa das opções a seguir. Assinale-a. 
a) Incremento do comércio interno e das atividades voltadas para o abastecimento na região centro-sul. 
b) Movimento de interiorização conhecido como bandeirismo, responsável pelo fornecimento de mão de obra indígena para as minas. 
c) Descentralização da administração colonial para facilitar o controle da produção. 
d) Sufocamento dos movimentos de rebelião, graças à riqueza material gerada pelo ouro e pela prata. 
e) Retorno em massa, para a metrópole, dos colonos enriquecidos pela nova atividade.


Reunião dos Cavaleiros da Luz discutindo o fim da opressão colonial.




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